Para quem não está acostumado, sair do país pode gerar muitas dúvidas já que são vários aspectos que merecem a atenção. Para ajudar os “marinheiros” de primeira viagem, o Viajala preparou um guia com dicas para primeira viagem internacional.

Documentação

Assim que decidir o destino é recomendado entrar em contato com o consulado do país no Brasil para verificar a documentação exigida. Alguns lugares exigem visto (mesmo que seja apenas para uma conexão), vacinas e passaporte com data de vencimento específica. 

É muito importante levantar essas informações antes de definir a data da viagem, já que o processo de juntar a documentação pode demorar um pouco. Por exemplo, se o país de destino é os Estados Unidos e não tem consulado na sua cidade, você deverá viajar até Brasília, Recife, São Paulo, Porto Alegre ou Rio de Janeiro, que são os locais onde se pode tirar o primeiro visto americano no Brasil.  


Foto: Maxx_Studio/Suttertock

Comprando a passagem

Ao escolher a passagem, fique atento ao itinerário. Muitas passagens internacionais incluem escala, o que pode ser cansativo. O Viajala divide os voos pelo número de escalas e mostra opções de trajetos mais curtos. Voos diretos tendem a ser mais caros, dessa forma, o viajante escolhe se quer pagar mais para chegar mais rápido. 

Outro detalhe é se a sua passagem inclui bagagem. Tarifas promocionais costumam ter uma franquia menor. No próprio Viajala é possível ver quantas malas estão incluídas na oferta selecionada e calcular* quanto ficaria adicionar uma bagagem extra.  

Seguro viagem

 

Muitos países exigem que o turista contrate um seguro de saúde. Mesmo nos casos onde não é obrigatório, é recomendado, já que o sistema de saúde lá fora funciona de forma diferente do que o brasileiro e pode ser que você tenha que pagar uma fortuna por uma visita médica. O Viajala fez um guia para escolher os melhores seguros viagem.  

Dinheiro

Uma das principais dúvidas de um viajante é se leva cartão de crédito ou dinheiro vivo em uma viagem internacional, já que as duas opções têm prós e contras. 

Em qualquer operação internacional é cobrado o Imposto sobre Operações Financeiras. No caso de compra de moeda estrangeira em espécie, o valor é de 1,1%, já em operações envolvendo cartões a alíquota é de 6,38%. Por isso, muita gente acaba optando pelo dinheiro vivo. Se esse for seu caso, é recomendado já sair do Brasil com uma quantidade de euro ou dólar. Dependendo de qual é o destino não é tão fácil achar a moeda local por aqui. Levar o valor em real também é um pouco arriscado já que não é sempre que se acha casas de câmbio que aceitam a nossa moeda. Lembrando que valores acima de 10 mil reais ou o equivalente em outra moeda devem ser declarados na Receita Federal.   

Apesar de pesar um pouco mais no bolso, o cartão é mais seguro e prático, por isso muita gente prefere levar, pelo menos uma parte do valor destinado a viagem, no cartão. O Viajala já fez um levantamento dos melhores cartões de crédito para levar em viagens internacionais


Foto: S_Photo/Shutterstock

Bagagem

Em voos internacionais é proibido o transporte de líquidos com mais 100 ml e a soma de todos os produtos não deve superar um litro. Por isso, deixe para colocar aquele potão de creme ou shampoo na mala despachada. Leve apenas o essencial com você. Objetos cortantes e isqueiros também não são permitidos. 

Grande parte dos voos internacionais tem conexão, então ao despachar sua bagagem pergunte ao atendente onde você deverá retirá-la para evitar surpresas. É importante também colocar uma identificação na sua mala para ser mais fácil identificá-la na esteira ou mesmo em caso de extravio. 

Como a maioria dos voos internacionais saem de São Paulo e Rio e normalmente os voos saindo dessas cidades são mais baratos, é muito comum que os viajantes que são de outros lugares comprem o trecho nacional separadamente. Por exemplo, você mora em Belo Horizonte e pesquisou que ficaria mais barato comprar duas passagens (BH - SP e SP - Londres) do que o destino completo (BH-Londres). Nesse caso é importante ficar atento à franquia de bagagem já que voos nacionais tendem a ter franquia menor que internacionais. Quem opta por esse tipo de voo, tem que ficar atento também ao tempo entre um embarque e outro. Nada de comprar voo muito perto um do outro, já que se um atrasa, você pode perder o segundo e a companhia não é obrigada a ressarcir. 

Foto:aanbetta/Sutterstock

Check-in

A maioria dos voos permite que o check-in seja feito pela internet, porém o ideal em embarques internacionais é chegar 3 horas antes.  

Imigração

Passar pela imigração é outro passo que dá um frio na barriga dos viajantes. Para facilitar o processo e evitar o nervosismo, já deixe os documentos (passaporte, passagem de ida e volta, comprovante de hospedagem) separados.

Falar o idioma não é obrigatório, mas pode deixar o viajante um pouco mais tranquilo na hora da entrevista na imigração. Uma dica para quem não fala a língua local ou mesmo inglês é olhar no Google como se diz umas frases básicas como o motivo da viagem (family holiday, honeymoon, business), o tempo de permanência (two days, a week, a month…) e sua profissão, por exemplo (lawyer, journalist, teacher…). 


Foto: asiandelight/Shutterstock

Alfândega

Ao voltar para o Brasil, a diferença é a Receita Federal. Para evitar multas ou demais penalidades, é muito importante ficar atento ao que é e quanto é permitido trazer ao país. 

A Receita Federal determina que o viajante pode gastar até $ 500 no exterior sem a necessidade de declarar. Valores acima disso, deverão ser declarados e serão taxados em 50% na alfândega. Porém alguns itens, desde que compatíveis com a viagens ou atuação do viajante, não entram nessa cota. São eles, celular, câmera fotográfica, computador portátil, relógio, entre outros.  

Como essas regras podem sofrer alterações, é recomendado entrar em contato com a Receita Federal para evitar contratempos.

*Valor aproximado