Quem viaja para Curitiba, no Paraná, já vai de olho na possibilidade de fazer um dos passeios de trem mais bonitos do Brasil. O trajeto entre a capital paranaense e a cidade histórica de Morretes corta a Serra do Mar em mais de 70 quilômetros de túneis, paredões de pedra, represas, montanhas, cachoeiras e até pontes tão estreitas que somem sob o trem, que parece flutuar no penhasco. 
 
 
Vale lembrar que, durante a pandemia do coronavírus, o passeio pode interromper suas atividades ou alterar horários, frequência e preços a qualquer momento, sem aviso prévio. Confirme as informações vigentes com os operadores do passeio antes de organizar sua viagem.
 
Indo de Curitiba para Morretes, além dessa imersão na natureza - mais da metade da Mata Atlântica que o Brasil ainda tem está concentrada nessa região -, o passageiro aproveita uma viagem pelo Brasil dos séculos XVIII e XIX. A ferrovia Paranaguá-Curitiba, por onde passa o trem, foi inaugurada em 1885 pela Princesa Isabel e Morretes, o destino, preserva muito da arquitetura de sua fundação, em 1733.
 

Passeio de trem: quanto custa e como organizar

O trem é operado pela Serra Verde Express e tem saídas diárias de Curitiba apenas na alta temporada (durante os meses de janeiro, fevereiro, julho e dezembro), sempre às 8h15. Na baixa temporada, de março a junho e de agosto a novembro, as saídas ocorrem no mesmo horário, mas só nos fins de semana (sextas, sábados e domingos). O trem que retorna para a capital sai de Morretes sempre às 15h.
 
Até 2017, o trem percorria o trajeto diariamente o ano todo, mas a empresa reduziu a circulação a partir do começo de 2018 - é importante ficar atento a essa mudança na hora de organizar a viagem. 
 
O trajeto dura cerca de 4h e já foi mais barato. Antigamente, havia uma opção de passagem bem em conta, sem o serviço de guia. Porém, as tarifas foram atualizadas e agora só é oferecida uma tarifa única, com guia, uma bebida e alguns biscoitos, que custa R$135 o trecho. 
 
 
Também há uma série de outros descontos na baixa temporada, como preços mais baixos nas quartas-feiras, abatimento de 30% para doadores de sangue e gratuidade para aniversariantes.
 
Durante o trajeto de Curitiba a Morretes, para ver de perto as principais atrações, o melhor é sentar do lado esquerdo do trem. Na volta para a capital paranaense, claro, a melhor opção é o lado direito. O problema é que o sistema não permite a escolha dos assentos na hora da compra. Portanto, caso você não goste do assento que lhe foi sorteado, tente migrar para o lado oposto assim que o embarque encerrar, se encontrar assentos disponíveis. A chance de conseguir mudar de lugar é maior em datas menos concorridas, como na baixa temporada e durante a semana.
 
 
A cervejaria paranaense Bode Brown também faz o trajeto de trem de Curitiba a Morretes esporadicamente com open bar de chopes da marca, pães artesanais e queijos, por R$418 por pessoa. O valor também inclui uma caneca de vidro, o almoço em Morretes e o retorno de ônibus.
 
Seja qual for a categoria escolhida, é recomendável comprar a passagem com antecedência. Como o trajeto de trem é longo, opte por comprar só um trecho nessa modalidade, seja a ida ou a volta, e fazer o outro trecho de ônibus, que é mais rápido e muito mais barato. 
 

Como ir ou voltar de ônibus

Quem opera essa linha de ônibus é a Viação Graciosa. A passagem pode ser comprada online ou na rodoviária das duas cidades. O trajeto dura 1h30 e custa R$28 o trecho Curitiba-Morretes e R$25 no trecho Morretes-Curitiba. O primeiro ônibus para Morretes sai às 7h e as saídas seguem em intervalos de 1h a 2h até o fim do dia. 
 
Quem vai de ônibus e volta de trem deve ir cedo, já que o único retorno diário de trem é às 15h. Quem vai de trem e volta para Curitiba de ônibus pode comprar a passagem das 16h45 (de segunda a sábado) ou das 17h05 (aos domingos). O ultimo ônibus para Curitiba sai às 20h15, mas a gente não recomenda esperar por ele. A partir das 17h, Morretes adormece. Os restaurantes fecham, as barraquinhas de rua somem e realmente não há mais nada para fazer. 
 
 
Se você for fazer apenas um bate e volta e não for dormir na cidade, o melhor é ir embora antes do sol, para não terminar o dia sozinho na lanchonete da rodoviária.

O que fazer em Morretes

Morretes ainda preserva os casarões históricos e o clima de cidade pequena do interior, onde se escuta mais o som dos pássaros do que o das pessoas. Cercada de morros e cortada pelo rio Nhundiaquara, o melhor a se fazer em Morretes é caminhar pelo centrinho histórico, relaxar à beira da água e comer as comidinhas típicas.
 
 
A maioria dos visitantes vai até lá apenas para almoçar, tomar um sorvete e ir embora. A cidadezinha tem várias sorveterias, muitas delas artesanais, além de feirinhas de produtos típicos onde você pode comprar cachaças, licores e doces de produtores locais.
 
Se estiver calor, leve roupa de banho porque as águas claras e rasas do Nhundiaquara são bem convidativas para um mergulho. Fique atento à correnteza, que pode estar forte.
 
 
Quem dorme na cidade e tem mais tempo na região, ruma para o Santuário Nhundiaquara, um parque com 400 hectares de trilhas e cachoeiras que fica em Porto de Cima, distrito de Morretes. Outra ideia é conhecer Antonina, cidade histórica fundada em 1714 que fica no Litoral Norte, a 15 quilômetros de Morretes. O transporte entre as duas cidades também é operado pela Viação Graciosa e custa R$6 o trecho.

O forte de Morretes é o almoço, já que a maior parte dos restaurantes fecha entre 15h e 16h, mesmo nos fins de semana. Prato mais famoso da cidade, o barreado é um cozido de carne bovina temperado com cominho e acompanhado de arroz e banana. São muitas as opções de restaurantes em Morretes que oferecem o prato - ele pode ser encontrado facilmente por R$30 por pessoa, a la carte ou incluído em rodízios bem em conta. 

 
 
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